Uma investigação da DIG de Guaratinguetá sobre golpes aplicados na compra de barras de ferro no comércio da cidade resultou na prisão de dois indivíduos na cidade de Aparecida na manhã de segunda-feira. De acordo com informações que constam no inquérito, um homem de 45 anos, morador do bairro de Vila Mariana em Aparecida, teria comprado 300 barras de ferro no valor de R$ 5.500,00 em dois estabelecimentos especializados e pago com cheques que seriam produtos de crime. A partir da localização deste indivíduo, ele informou que vendeu o produto por um valor 60% abaixo de mercado e apontou o local onde as barras foram guardadas. Trata-se de um posto de combustíveis na avenida Getúlio Vargas, no bairro de Santa Rita. Em um galpão nos fundos do posto estava todo o material, que foi identificado pelo representante da empresa lesada.O proprietário do posto foi identificado como um policial militar da reserva. Ele alegou que o ferro foi comprado de forma legal e apresentou notas fiscais, que informavam apenas uma parte do material encontrado. A polícia ainda checa a autenticidade das notas. Ambos alegam que o negócio foi intermediado por outras duas pessoas, um homem identificado apenas como Patrick e uma mulher. O dois foram detidos e encaminhados à Guaratinguetá. O indivíduo indiciado por estelionato já possui quatro passagens pelo mesmo crime e por enquanto aguardará o prosseguimento das investigações em liberdade. Já o militar foi indiciado pelo crime de receptação e está preso no presídio militar Romão Gomes, na capital.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Polícia prendeu acusados de estelionato
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Pitta, o pateta
O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta afirmou ontem à Folha que não vê "nada de incriminador" em uma pessoa pedir dinheiro a outra e disse que é um "absurdo" colocá-lo na mesma situação de outros presos durante a Operação Satiagraha da PF.
"O diálogo é de um cidadão pedindo dinheiro a outro. Desde quando isso é crime? Não sei. Absolutamente improcedente qualquer acusação de crime." O ex-prefeito disse que estava pedindo o dinheiro como um amigo. "Não vejo nada de ilícito, nada de criminoso."
E na mídia?
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Bebeu, caiu e não levantou...
terça-feira, 22 de abril de 2008
Isabella é sinal de que vale investir na Polícia
O "Caso Isabella" tem sido para a imprensa uma espécie de misto de "11 de setembro" (pelo espaço dado na mídia) com o "Caso Madeleine" (a garotinha britânica que até hoje comove a Europa). Pois bem, não gostaria eu de expressar minhas opiniões pessoais sobre este assunto, afinal todos os blogs, jornais e emissoras já o fizeram. Vou ressaltar outro ponto, a exemplar conduta da polícia neste caso.
Imagine você que em um universo de milhões de inquéritos trabalhados por mês pelas autoridades policiais, a maioria segue para o judiciário sem qualquer claridade a respeito dos fatos. É comum também o famoso "pedido de dilação de prazo". O que é esse pedido? A autoridade policial tem definido em lei um tempo limite para encerrar o inquérito e encaminhar à justiça. O prazo base é de 30 dias (quando o réu está solto) e quando este prazo encerra e a autoridade necessita de um prazo maior, é requisitada esta dilação ao juiz, que geralmente a concede. Para se ter idéia, o caso de um acidente de trânsito no mês passado, envolvendo um ônibus na via Dutra em Aparecida, onde 8 pessoas morreram, deve durar 6 meses para ter o inquérito concluído e as causas determinadas (isso de acordo com o próprio delegado que o conduz). É um fato gravíssimo, visto que é um caso que envolve indenizações, por exemplo.
No caso Isabela o prazo definido em lei foi respeitado e a polícia já dá como esclarecido o caso, incrível! Isso mostra o bom time que temos em nossa polícia, formada por brilhantes profissionais, mas revela também que a partir do momento que a criminalidade age no "atacado e não no varejo", esta eficiência fica comprometida, os crimes ficam sem solução e abrimos espaço para a impunidade.
A polícia então está privilegiando este caso pela família ser de classe média-alta? Não, não vejo esta situação. A mídia deu uma ênfase gigantesca ao caso (que é sim de uma barbárie inigualável), e a polícia não poderia deixar de responder à altura. Seria mostrar que além do pouco investimento recebido dos governantes, a segurança pública no Brasil possui amadores trabalhando na solução dos crimes, área que exige profissionais de inteligência.
O caso Isabella mostra que vale sim investir nos profissionais de nossa polícia. E que este investimento em inteligência é um dos pilares do combate à impunidade. Outros pontos, como o investimento em educação e em segurança preventiva, serviriam para que a criminalidade deixe de enviar casos à granel para estes profissionais.
