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sábado, 6 de setembro de 2008

Grito dos excluídos acontece neste domingo

Movimentos sociais estarão reunidos neste domingo no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para a décima quarta edição do Grito dos Excluídos, organizado pela Pastoral Operária. O início da programação está previsto para as 6 da manhã no Porto Itaguaçu, de onde parte uma romaria para uma missa, às 10 da manhã no santuário. A expectativa é de quem mais de cem mil pessoas participem deste ato.

Operação Padroeira começa neste sábado

A partir deste sábado até o final do ano, época em que o Santuário Nacional recebe até 4 milhões de visitantes, estará em vigor a Operação Padroeira do Brasil. A operação é um reforço no policiamento e atendimentos de emergência e integra as policias Militar, Civil, Rodoviária Estadual, Ambiental, Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Defesa Civil. Este ano a operação conta também com 3 helicópteros, 80 homens e 48 câmeras da guarda patrimonial do santuário. Toda a operação é coordenada pelo comando integrado, que funciona no décimo oitavo andar da torre da Basílica.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Romaria encerra Festa do Carreteiro em Aparecida

(Texto: Renato Fonseca/ Fotos: Renan Chad)

Com recorde de público e uma romaria de carreteiros e caminhoneiros, foi encerrada no sábado a 29ª Festa do Carreteiro em Aparecida. Durante quatro dias foram apresentados shows, este ano com Sérgio Reis e o grupo KLB, eleição da rainha dos carreteiros e oferecidos serviços como diagnósticos das condições do motor dos veículos e informações sobre mecânica prática.
De acordo com os organizadores, a marca de 50 mil pessoas registrada em 2007 foi superada já no sábado pela manhã, registrando recorde de público. “A cada ano mais e mais carreteiros e caminhoneiros vêm até o pátio da Basílica prestigiar a festa, é muito bonito. Este solo sagrado aqui incentiva, e tudo isso começou da idéia de três amigos”, conta Nelson José da Silva, organizador. A idéia de três amigos, a qual ele se refere, é a realização da primeira edição da festa, ainda no recinto de exposições da cidade de Guaratinguetá. A festa migrou para Aparecida apenas em 1996, em sua 16ª edição, já com o apoio do Santuário Nacional, de suas mídias coligadas e de uma revista especializada do setor.
Último evento com a participação direta dos carreteiros, a Romaria partiu às 11 da manhã de Guarulhos, onde se encontraram caminhões da Grande São Paulo e da região de Cubatão. A viagem até Aparecida durou três horas e meia, e durante o caminho despertou a curiosidade de outros motoristas. “Os carros passam, os outros caminhoneiros que estão trabalhando, todos passam, cumprimentam, buzinam. É uma festa muito grande”, entusiasma-se Luís César dos Reis, carreteiro de Osasco que participa pela quinta vez da romaria.
A Romaria dos Carreteiros contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, que realizou a escolta e o controle do trânsito nas imediações do Santuário. A festa foi encerrada com uma missa às 3 e meia da tarde e o show do grupo KLB, às 8 da noite.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Pelo rio Paraíba, romaria fluvial chega a Aparecida

Texto: Renato Fonseca/ Fotos: Renato Fonseca

A Basílica de Aparecida recebeu neste domingo uma romaria diferente das milhares que visitam anualmente o santuário. Saindo às 7 da manhã do bairro Bom Jesus em Tremembé e navegando pelo rio Paraíba do Sul, mais de 200 pessoas entre pescadores e ribeirinhos em 50 embarcações chegaram ao bairro de Ponte Alta, em Aparecida. Trata-se da 19ª edição da Romaria Fluvial de Nossa Senhora Aparecida. Com o número de participantes menor do que o previsto – eram esperadas 75 embarcações - o percurso foi feito em 7 horas, reunindo também canoeiros de Pindamonhangaba e Potim.
Apoiada pelo Santuário Nacional há 5 anos, a história da romaria começa muito antes, no ano de 1986, idealizada pelo ‘seu’ Teodoro, que anos depois faleceu. O filho, Benedito Teodoro, assumiu a organização e após o seu falecimento a romaria continuou sendo realizada pela neta Ana Teodoro.
Nos últimos 22 anos a Romaria Fluvial deixou de ser realizada por dois anos, justamente após a morte de Teodoro. “Para ele o rio Paraíba era tudo, ele criou os filhos, criou os onze netos, tudo com a pesca e cuidando do rio. Inclusive antes de falecer, mesmo doente ele fez questão de participar da romaria”, conta Ana.

O evento vai muito além da fé e devoção, procurando despertar a atenção das pessoas para a preservação do rio Paraíba. “Hoje em dia é difícil viver do rio, tem muito pouco peixe, o rio tem muita cachoeira”, explica Ana, que ao falar de cachoeiras está se referindo aos trechos em que o rio apresenta diferenças no nível, como se fossem degraus, resultado da retirada descontrolada de areia pelas dragas.
A oportunidade de realização da romaria não é especial apenas do ponto de vista ecológico, mas histórico. Em conversa com nossa reportagem, Padre Agostinho Frasson lembra das origens da história da Padroeira do Brasil. “Tudo começou com os três pescadores, Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, em 1717. Agora quase 300 depois temos uma romaria que lembra os pescadores e todo o povo ribeirinho, falando também de preservação”, lembra o padre.
Apesar do trajeto ser realizado dentro da normalidade, a organização enfrentou dificuldades para a edição deste ano. A situação atual do rio, com excesso de plantas aquáticas nos pilares de pontes e difíceis condições de navegabilidade atrasaram a autorização pela Marinha, fazendo com que pairassem dúvidas em relação a data de realização da romaria. Para os organizadores e para o Santuário Nacional, este transtorno foi responsável pela diminuição do número de participantes em relação aos anos anteriores.
O evento foi encerrado às 4 da tarde, com uma missa no Santuário Nacional.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Imprudência ao volante se combate com lei?

Esta semana a MP 415/08 (Medida Provisória contra a venda de bebidas em estradas), finalmente foi votada no Congresso e recebeu as emendas desejadas pelos comerciantes de nossa região. Agora todos os comerciantes que estiverem em área urbana poderão continuar comercializando bebidas alcólicas. O ponto forte é que foram propostas emendas ao Código de Trânsito Brasileiro, sendo que agora o motorista não poderá ter qualquer dosagem alcólica no sangue (atualmente é permitido 0,5 g/l). Sobre isso eu conversei com o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Similares do Vale Histórico, Ernesto Elache.

Renato Fonseca - O que muda agora com a Medida sendo votada como lei?
Ernesto Elache - A mudança maior é acreditarmos que estávamos certos. A visita à Brasília, com os documentos enviados, repercutiu de maneira muito adeqüada. A multa e o prejuízo tem que ser pra quem bebe e está no volante, e nem pra quem presta serviço.

Renato - E neste período houve algum ponto positivo?
Elache - O mais positivo disso tudo é saber que cumprimos a lei. Não conheço nenhuma lei que foi multada por desacato durante este período. E hoje, vemos que está muito legal a união após a Medida, com profissionais e empresários buscando novas alternativas.

Renato - Alguns comerciantes, para driblarem o prejuízo durante a vigência da MP, diversificaram a oferta de serviços e produtos. Este seria também um ponto positivo, não?
Elache - Isso nós notamos durante o período dessa recessão, mas não podíamos comentar para que não dessem a entender de que estávamos a favor desta medida. Isso fez com que o comerciante procurasse outros caminhos dentro da empresa, para que ele encontrasse novamente aquele sucesso que ele acreditava estar apenas na bebida. E nisso, deram uma atenção maior ao cliente, ofereceram novos serviços, reformaram o mobiliário. E agora este comerciante pode enxergar, que existe no seu comércio um potencial muito maior do que ele pensava.

Renato - E agora que a turbulência passou, você acha que era mesmo necessária uma Medida Provisória assim para criar uma consciência na população sobre a bebida nas estradas?
Elache - Não era necessário, isso aí acredito que foi uma viagem de quem a fez. É uma responsabilidade que não compete. Nós representamos empresas prestadoras de serviço, onde a bebida é um complemento. Mas como o poder de caneta é o que vale neste país, foi feita esta Medida sem pensar nas conseqüências. Se ela continuasse, aqui na região, de Santa Branca até Bananal, teríamos 600 mil desempregados por aí. Isso é um universo!

Renato
- E algum comerciante fechou as portas neste período?
Elache - Temos apenas a notícia de que dois comerciantes fecharam as portas neste período. Duas lanchonetes que estavam iniciando, abriram durante a vigência da Medida e acabaram não agüentando. Mas aí também entra a questão da experiência na área, onde a pessoa ainda não possui o foco e o investimento realizado.

Renato - Agora a responsabilidade foi jogada sobre o código de trânsito, como você vê isso?
Elache - Esta é a única solução, adotada por países racionais. Há dois lugares onde as pessoas costumam sentir, o cérebro e o bolso. No caso do brasileiro, é o bolso. E o trânsito já é um local perigoso, com o uso do álcool então, vemos a situação que aí está. Mas no caso das empresas representadas pelo nosso sindicato, são restaurantes e hotéis, onde a pessoa senta para degustar um churrasco, para descansar, e a bebida é um complemento. A pessoa vai até estes locais com o intuito de passear, e passear faz bem.

O uso de álcool ao dirigir é responsável pela maioria dos acidentes nas estradas. Na região do vale histórico, o período de maior registro destes acidentes é na madrugada de sábado para domingo. Na última sexta-feira, dois carros se acidentaram em Guaratinguetá, na avenida Juscelino Kubitschek. No primeiro, o motorista passou em alta velocidade em uma rotatória e acertou o poste do semáforo. No segundo, o carro capotou e atravessou a pista, parando a poucos metros de uma loja de motos. Nos dois casos os motoristas estavam em alta velocidade e há suspeita de consumo de bebida alcólica.

Imprudência ao volante se combate com lei ou educação?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Aparecida em números (último final de semana)

A assessoria de imprensa do Santuário Nacional de Aparecida divulgou nesta segunda-feira números que complementam a matéria publicada ontem aqui.

Foram 36.000 visitantes no sábado (eram esperados 50 mil), e no domingo 126 mil pessoas estiveram na cidade (eram esperadas 90 mil).

No entanto, o ponto incomum deste final de semana não diz respeito ao número de visitantes própriamente dito, mas sim ao número de veículos de passeio que se deslocaram até Aparecida, causando o grande volume de trânsito e as dificuldades apresentadas na matéria anterior deste blog.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Domingo de muito movimento e paciência em Aparecida

Por: Renato Fonseca/ (foto: Renato Fonseca)
Muito congestionamento e filas de até quatro quilômetros no acostamento da rodovia Presidente Dutra. Assim foi o domingo na cidade de Aparecida, que neste fim de semana teve movimento de visitantes próximo do esperado, porém com uma particularidade: o tradicional movimento de ônibus foi substituído pelo de carros, surpreendendo até a Polícia Rodoviária Federal.
Eram 9 da manhã quando a concessionária que administra a rodovia percebeu um movimento muito grande no pedágio da via Dutra em Moreira César. Cerca de 20 minutos depois, estes veículos chegavam em Aparecida, movimentando as equipes da Polícia Rodoviária Federal que trabalhavam na região.
A maioria dos veículos que chegavam, possuía placas da cidade de Taubaté, Pindamonhangaba, São José dos Campos e São Paulo, ou seja, era uma invasão típica de fiéis que não viajaram no feriado e decidiram acompanhar a missa das 10 horas na cidade de Aparecida. Às 9 e 40 o Santuário Nacional fechou seus portões para a entrada de veículos, não haviam mais vagas disponíveis no estacionamento. O resultado foi uma fila na BR-488 (avenidas Itaguaçú e Getúlio Vargas) e um grande fluxo de veículos em busca de vagas pelas ruas da cidade.
O reflexo na via Dutra foi inevitável, as 10 e meia a Polícia interditava o acesso à cidade no quilômetro 74, devido ao excesso de veículos, e uma fila de quatro quilômetros se formou, chegando à cidade de Roseira. Minutos depois, era a vez do quilômetro 71, e o tráfego foi desviado para a entrada do quilômetro 69, já na divisa com Guaratinguetá.
Com tanto movimento e uma equipe reduzida, mas que mostrou grande eficiência durante estas quatro horas de tráfego pesado, o inspetor Alexandre Freitas, da Polícia Rodoviária Federal, orientava os motoristas a seguir até àquela entrada e voltar por dentro da cidade, liberando o acostamento. Muitos motoristas seguiram a recomendação, mas ao sair da rodovia, contornavam a rotatória e voltavam na pista contrária, aumentando ainda mais a confusão. “O movimento de ônibus foi baixo, mas o número de carros foi muito grande. Devido ao feriado nós já possuíamos reforço de pessoal e viaturas, mas tivemos que remanejá-las aqui para Aparecida”, explica Freitas.Apenas às 2 da tarde a situação do trecho foi normalizada. Um domingo de muita paciência para os fiéis e de muito trabalho para a polícia, que comemorou o resultado com os números do domingo: foram autuados apenas 8 veículos por infrações de trânsito e nenhum acidente foi registrado no trecho. A ajuda de São Pedro também vale ser lembrada, a visibilidade e o tempo permaneceram bons durante todo o dia.