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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Romaria encerra Festa do Carreteiro em Aparecida

(Texto: Renato Fonseca/ Fotos: Renan Chad)

Com recorde de público e uma romaria de carreteiros e caminhoneiros, foi encerrada no sábado a 29ª Festa do Carreteiro em Aparecida. Durante quatro dias foram apresentados shows, este ano com Sérgio Reis e o grupo KLB, eleição da rainha dos carreteiros e oferecidos serviços como diagnósticos das condições do motor dos veículos e informações sobre mecânica prática.
De acordo com os organizadores, a marca de 50 mil pessoas registrada em 2007 foi superada já no sábado pela manhã, registrando recorde de público. “A cada ano mais e mais carreteiros e caminhoneiros vêm até o pátio da Basílica prestigiar a festa, é muito bonito. Este solo sagrado aqui incentiva, e tudo isso começou da idéia de três amigos”, conta Nelson José da Silva, organizador. A idéia de três amigos, a qual ele se refere, é a realização da primeira edição da festa, ainda no recinto de exposições da cidade de Guaratinguetá. A festa migrou para Aparecida apenas em 1996, em sua 16ª edição, já com o apoio do Santuário Nacional, de suas mídias coligadas e de uma revista especializada do setor.
Último evento com a participação direta dos carreteiros, a Romaria partiu às 11 da manhã de Guarulhos, onde se encontraram caminhões da Grande São Paulo e da região de Cubatão. A viagem até Aparecida durou três horas e meia, e durante o caminho despertou a curiosidade de outros motoristas. “Os carros passam, os outros caminhoneiros que estão trabalhando, todos passam, cumprimentam, buzinam. É uma festa muito grande”, entusiasma-se Luís César dos Reis, carreteiro de Osasco que participa pela quinta vez da romaria.
A Romaria dos Carreteiros contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, que realizou a escolta e o controle do trânsito nas imediações do Santuário. A festa foi encerrada com uma missa às 3 e meia da tarde e o show do grupo KLB, às 8 da noite.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Pelo rio Paraíba, romaria fluvial chega a Aparecida

Texto: Renato Fonseca/ Fotos: Renato Fonseca

A Basílica de Aparecida recebeu neste domingo uma romaria diferente das milhares que visitam anualmente o santuário. Saindo às 7 da manhã do bairro Bom Jesus em Tremembé e navegando pelo rio Paraíba do Sul, mais de 200 pessoas entre pescadores e ribeirinhos em 50 embarcações chegaram ao bairro de Ponte Alta, em Aparecida. Trata-se da 19ª edição da Romaria Fluvial de Nossa Senhora Aparecida. Com o número de participantes menor do que o previsto – eram esperadas 75 embarcações - o percurso foi feito em 7 horas, reunindo também canoeiros de Pindamonhangaba e Potim.
Apoiada pelo Santuário Nacional há 5 anos, a história da romaria começa muito antes, no ano de 1986, idealizada pelo ‘seu’ Teodoro, que anos depois faleceu. O filho, Benedito Teodoro, assumiu a organização e após o seu falecimento a romaria continuou sendo realizada pela neta Ana Teodoro.
Nos últimos 22 anos a Romaria Fluvial deixou de ser realizada por dois anos, justamente após a morte de Teodoro. “Para ele o rio Paraíba era tudo, ele criou os filhos, criou os onze netos, tudo com a pesca e cuidando do rio. Inclusive antes de falecer, mesmo doente ele fez questão de participar da romaria”, conta Ana.

O evento vai muito além da fé e devoção, procurando despertar a atenção das pessoas para a preservação do rio Paraíba. “Hoje em dia é difícil viver do rio, tem muito pouco peixe, o rio tem muita cachoeira”, explica Ana, que ao falar de cachoeiras está se referindo aos trechos em que o rio apresenta diferenças no nível, como se fossem degraus, resultado da retirada descontrolada de areia pelas dragas.
A oportunidade de realização da romaria não é especial apenas do ponto de vista ecológico, mas histórico. Em conversa com nossa reportagem, Padre Agostinho Frasson lembra das origens da história da Padroeira do Brasil. “Tudo começou com os três pescadores, Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, em 1717. Agora quase 300 depois temos uma romaria que lembra os pescadores e todo o povo ribeirinho, falando também de preservação”, lembra o padre.
Apesar do trajeto ser realizado dentro da normalidade, a organização enfrentou dificuldades para a edição deste ano. A situação atual do rio, com excesso de plantas aquáticas nos pilares de pontes e difíceis condições de navegabilidade atrasaram a autorização pela Marinha, fazendo com que pairassem dúvidas em relação a data de realização da romaria. Para os organizadores e para o Santuário Nacional, este transtorno foi responsável pela diminuição do número de participantes em relação aos anos anteriores.
O evento foi encerrado às 4 da tarde, com uma missa no Santuário Nacional.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Congresso nacional discutiu rumos missionários em Aparecida

Aparecida sediou no último fim-de-semana o 2º Congresso Missionário Nacional. Durante quatro dias 600 missionários se reuniram no auditório do Santuário Nacional e no Colégio Salesiano de Guaratinguetá para discutir a atuação missionária brasileira. O Congresso foi uma preparação para o evento continental, que acontece em agosto na cidade de Quito, no Equador.
O reconhecimento do trabalho missionário brasileiro foi destacado pelo Padre Jaime Patias, ressaltando que apesar disso, é necessário que as boas idéias devem ser organizadas, sendo este o propósito do encontro. “Para o congresso continental no Equador, levaremos não só a nossa experiência missionária, como o modelo de organização da CNBB, que é referência internacional de igreja”, explica o padre.
Em meio aos grupos de missionários, encontramos a doutora Mônica Guarnieri, médica da cidade de Itapetininga (SP), ela resolveu se dedicar às missões, e ficou por dois anos em Guiné, na África. Perguntada sobre as dificuldades de atuar no país africano, Mônica disse que a maior dificuldade é a falta de estrutura e de materiais para realizar o trabalho de ajuda aos povos mais carentes. “O número de missionários é muito pequeno. Em Guiné, por 9 meses só conheci um grupo de franceses, só após este período é que descobri um grupo de missionários brasileiros evangélicos e fizemos uma união ecumênica, onde nos reuníamos para trocar experiências, assistir os jogos da Copa do Mundo, comer arroz com feijão. Era muito bom, mas o número ainda é muito pequeno”, conta Mônica.O Congresso foi encerrado no domingo com uma coletiva de imprensa ao meio-dia, onde as atividades foram resumidas em poucas palavras pelo Arcebispo de Aparecida, como um incentivo aos missionários presentes e o momento de reavivação do espírito missionário nos cristãos batizados.